“GenZers”? Como minha empresa pode se conectar com a Geração Z?

Nunca se falou tanto de futuro, autenticidade e redes de colaboração. Sabe de que grupo estou falando e os responsáveis por colocar isso em pauta? Os “GenZers”, jovens da Geração Z, nascidos entre 1995 e 2010. E por que esse assunto é importante para as empresas e empreendedores? Eles já representam 30% da população mundial. No Brasil estamos falando de aproximadamente 24 milhões de jovens, em que a maioria (11,9 milhões) é da Classe C, segundo dados da pesquisa Target Group Index do IBOPE, de 2019. Desse público, 92,18% possui um smartphone e 84,01% ainda assistem TV.


A tendência é que esse público se torne cada vez mais influente. A geração Z já superou em números a Geração Y, conhecida como Millennials, segundo estatísticas da Organização das Nações Unidas (ONU), que utiliza 2000 e 2001 como divisão geracional. Só para balizar essa discussão de forma mais assertiva, por exemplo, os nascidos em 2001, que completam 18 anos esse ano, estão entrando na universidade agora e poderão votar. Isso significa um público mais ativo economicamente, que está entrando no mercado agora. Isso é uma oportunidade para as empresas, certo? Sim, mas será que as empresas estão preparadas para esse novo momento midiático?


O primeiro fato importante: esse público não conhece um mundo que não seja digital. É uma geração hipercognitiva, que vive múltiplas realidades ao mesmo tempo. Segundo fato: trata-se de um grupo que prima pela diversidade em termos étnicos, raciais e comportamentais e valoriza o coletivo. Essa foi uma das conclusões que chegou o relatório “Rise of gen Z: new challenge for retailers” (ou Ascensão da geração Z: novos desafios para o varejo), da Ernst & Young. A geração anterior buscava mais apoio na solução de problemas, ao contrário da geração Z que cria suas próprias soluções. Portanto, os jovens de hoje são menos influenciáveis pelas marcas. Eles experimentam e, se gostarem, vão compartilhar.


Então como criar um canal que faça sentido a eles? Existem três pontos importantes para qualquer marca entender como deve se comunicar com essa geração, são eles: comunicação em redes, preocupação coletiva e propósito.


Comunicação em Redes


Eles transitam por múltiplas comunidades nas redes ao mesmo tempo. Os “GenZers” estão transformando a maneira de consumir cultura. Não é à toa que o YouTube tornou-se o canal favorito e a economia do compartilhamento (como: o Airbnb, Uber e Spotify) está em alta. Para dialogar com essa geração, o iFood, por exemplo, criou uma estratégia de “pushers”, espécie de cupons com oportunidades de promoção cruzada, em horários noturnos, visando o público jovem.


Preocupação Coletiva


Os Z’s são muito inclusivos e, por estarem em redes, possuem grande poder de mobilização. São contra à polarização e compreendem as diferenças. Segundo pesquisa do Google Trends, 85% dos entrevistados disseram estar dispostos a doar parte do seu tempo para alguma causa social. E o meio ambiente aparece no topo das preocupações. Por isso, estamos presenciando o surgimento de tantos negócios sociais que valorizam a diversidade.


Propósito


Se as organizações são feitas por pessoas, logicamente se faz necessário que elas cresçam buscando se conectar aos valores compartilhados por essa nova geração. Antes as empresas escolhiam os colaboradores. Agora são eles que escolhem as melhores empresas para se trabalhar. Em 2018, a Nike resolveu apoiar a campanha “Acredite em algo. Mesmo que isso signifique sacrificar tudo”, do jogador de futebol americano negro, Colin Kaepernick, que se tornou ativista contra a violência policial. A marca veiculou um comercial na abertura da temporada da NFL e estampou um imenso outdoor no centro de Nova York. A campanha foi um sucesso. Os preços das ações da Nike subiram imediatamente e seu canal de e-commerce registrou um crescimento de 36% no trimestre posterior à campanha.


Resumindo: as empresas precisam se posicionar de forma autêntica e transparente. Estar presente nas redes é essencial e ouvir ainda é mais importante. Somente assim será possível construir relações duradouras e significativas com esse público.


E lembre-se: eles são o consumidor do futuro, mas já são o nosso presente.

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